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Oboré: meio século de jornalismo cooperativo voltado para causas sociais

Oboré é uma cooperativa de jornalistas e artistas fundada em 1978, em plena ditadura militar brasileira, com o objetivo de ajudar movimentos sociais a desenvolverem seus departamentos de comunicação social. Há 5 décadas, portanto, esta instituição presta consultorias, bem como suporte técnico e criativo para organizações populares na criação de boletins, jornais e revistas.

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A palavra “oboré”, da língua tupi tradicional, se refere a um instrumento musical de sopro utilizado pelos indígenas para emitir um sinal de convocação da comunidade para a escuta de alguma mensagem importante geralmente voltada para a mobilização social. A missão da cooperativa ou coletivo Oboré, dessa maneira, está completamente integrada ao nome que lhe foi dado.

Neste artigo, você ficará por dentro de alguns dos principais projetos dessa cooperativa de jornalistas, conhecerá os prêmios que a instituição já ganhou, descobrirá onde é a sede e saberá como entrar em contato para parcerias. Continue lendo.

Jornalistas em reunião, onde um deles sopra um oboré. A imagem alude às reuniões da cooperativa de jornalistas Oboré.
Oboré — nome da cinquentenária cooperativa de jornalistas — é um instrumento de sopro indígena usado para mobilizações sociais. Imagem (meramente ilustrativa): criada pelo agente de IA Copilot

Principais projetos da cooperativa de jornalistas Oboré

A cooperativa Oboré atua em várias frentes, tais como:

  • Consultoria para planejamento de setor de comunicação;
  • Avaliação de produtos e projetos de comunicação;
  • Oferta de cursos complementares para estudantes de jornalismo;
  • Formação de líderes e comunicadores populares;
  • Edição de livros e periódicos;
  • Organização de eventos na área de comunicação social.

Além disso, a Oboré mantém parcerias em projetos como os do Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão de Políticas Públicas e Sociais (IPFD) e Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Ela também é a instituição que organiza o Projeto Repórter do Futuro.

O que é o Projeto Repórter do Futuro?

O Projeto Repórter do Futuro é um treinamento para estudantes de jornalismo que ocorre em paralelo com as aulas das faculdades onde eles estudam, o qual conta com cursos, viagens, laboratórios e outras atividades. Ele possui vários módulos, entre os quais os seguintes:

  • Curso de jornalismo de guerra;
  • Curso de cinema e jornalismo;
  • Curso Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter;
  • Cobertura dos congressos internacionais de jornalismo investigativo;
  • Curso Correspondentes da Cidadania;
  • Rodas de conversas com os ganhadores do Prêmio Vladimir Herzog;
  • Curso de informação sobre jornalismo e direitos humanos.

O Projeto Repórter do Futuro é organizado pela Oboré desde 1994. Para oferecer o treinamento gratuitamente, a instituição fecha parcerias com outras organizações, que por suas vezes ajudam a estabelecer conteúdo, atividades e cronograma do projeto.

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Acervo do movimento sindical brasileiro

A Oboré tem um acervo com 40.000 jornais, revistas e cartazes sobre associações de trabalhadores datadas de 1972 a 1994; e um arquivo fotográfico do movimento operário da década de 1970.

A cooperativa possui também um arquivo digital com mais de 600 horas de gravações de rádio de produção própria sobre o movimento sindical de trabalhadores rurais de 1993 a 2003. Desde 2005, o acervo completo da Oboré está sob a guarda do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista (Cedem-Unesp).

Prêmios que a cooperativa já ganhou

Ao longo de sua história, a Oboré conquistou vários prêmios que atestam sua importância no cenário da comunicação social no Brasil. A cooperativa tem, por exemplo, dois prêmios Vladimir Herzog, um em 1981 e outro em 1997 na categoria Propaganda e Rádio; e um Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo em 1999 na categoria Veículo Rádio Destaque Nacional.

Na década seguinte, a Oboré faturou o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação, a Medalha e Certificado Destaques da Saúde, o Diploma de Paradigma da Mídia Paulista, o Troféu Especial de Imprensa ONU: 60 anos da Declaração Prêmios Vladimir Herzog e a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, respectivamente nos anos de 2000, 2002, 2007, 2008 e 2009.

Já em 2015, a cooperativa de jornalistas Oboré recebeu o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo e, em 2017, o Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo.

Onde é a sede da Oboré

Atualmente, a sede da Oboré fica na avenida Paulista, número 2.300, precisamente no edifício São Luis Gonzaga, no andar Pilotis, na cidade de São Paulo, Brasil.

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Como entrar em contato?

Para saber mais sobre a Oboré, visite o website oficial da cooperativa ou o perfil da mesma no Instagram, Youtube, X, Facebook e/ou Flickr. Aí é possível visualizar fotografias, verificar as novidades e ficar por dentro das próximas ações e iniciativas da organização.

Caso precise de um atendimento mais personalizado, você poderá tentar contato via telefone <(11) 2847.4567>, Whatsapp <(11) 9 9320.0068> ou e-mail <[email protected]>.

Marinaldo Gomes Pedrosa

Marinaldo Gomes Pedrosa

Marinaldo Gomes Pedrosa é bacharel em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela UniSant'Anna. É registrado como Jornalista pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego sob o MTB número 0074698/SP desde 27 de setembro de 2013. Ele também é editor na Magpe Books.

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