O Manual de Redação do Estadão, também chamado de
O documento, de autoria do jornalista Eduardo Lopes Martins Filho (1939-2008), foi originariamente publicado em formato impresso em 1990. Quando no lançamento de sua terceira edição, em 1997, já havia vendido 500 mil exemplares, de acordo com dados do, na época, diretor de redação do jornal Estadão, Aluízio Maranhão.
Índice
Em algum momento, com a famigerada cultura do acesso livre da internet ao conteúdo jornalístico, o jornalão decidiu publicá-lo online gratuitamente. Hoje, o manual pode ser lido na íntegra a partir de um navegador como este que você está usando agora. Basta acessar a página oficial do compêndio e navegar usando o menu do topo, que apresenta basicamente as mesmas informações da terceira edição impressa.
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Manual de Redação do Estadão: breve resumo dos capítulos
A terceira edição do Manual de Redação e Estilo de O Estado de S.Paulo conta com 400 páginas. Ela começa com uma apresentação curta de autoria do editor Aluízio Maranhão seguida do prefácio, um pouco mais longo, do jornalista autor do documento, o Eduardo Martins. Daí em diante seguem-se cinco capítulos, cujos resumos você pode conferir a partir de agora.
Capítulo 1: normas internas e de estilo
Talvez o mais importante da obra, o capítulo 1 do Manual de Redação do Estadão traz 49 verbetes com regras para se fazer o que os editores do Estadão entendem como um bom jornalismo. Esses verbetes apresentam normas como tamanho ideal dos parágrafos, posição dos subtítulos e formas de citação, por exemplo.
O mesmo capítulo tem uma parte chamada “Instruções específicas”, que é uma lista sobre como escrever determinados termos, palavras e abreviaturas. Aborda também o uso de monossílabos, acentuação e legendas. Ensina, ainda, como escrever nomes, pronomes e preposições em reportagens, entre outras coisas.

Capítulo 2: o uso da crase
Eduardo Martins acrescentou esta seção na terceira edição do manual para ajudar os jornalistas do Estadão, nas palavras dele, em “uma das dificuldades mais angustiantes de quem gosta de escrever: o uso da crase”.
O capítulo tem apenas meia dúzia de páginas, o suficiente para o jornalista aprofundar a questão mencionando regras tanto para quando usar quanto para quando não usar a crase, e mais, quando o uso desta é facultativo. Por fim, apresenta uma lista com locuções pertinentes.
Capítulo 3: os cem erros mais comuns
O capítulo 3 do Manual de Redação do Estadão traz cem erros comuns de gramática e ortografia. Na verdade, ele apresenta os erros e, no mesmo verbete, mostra também como proceder de forma correta.
Essa parte inclui também os dez erros mais comuns, entre os quais confusões clássicas como escrever “de menor” ao invés de simplesmente “menor”, trocar mas por mais ou, ainda, redigir “fiquei fora de si” ao invés de “fiquei fora de mim”.
Capítulo 4: guia de pronúncia
Essa é para os jornalistas que têm problemas para acentuar palavras e também para falá-las. Ensina lições como não usar vogais em palavras que têm uma consoante que precede outra consoante. Por exemplo, não se deve pronunciar “opição” no caso da palavra “opção”.
Outras lições desse capítulo envolvem respeitar o uso de terminações fechadas em palavras como apedreja que tem som de (êja) e não de (éja); e a manutenção do som aberto ou fechado da palavra original como “Jorge” que deve ser pronunciada “Jórginho” e não Jôrginho”.
Capítulo 5: escreva certo
Se um dia você quiser trabalhar no Estadão, então tem que prestar muita atenção a esta parte. Aqui é onde se aprende a escrever de forma adequada algumas das palavras e expressões mais utilizadas na redação deste jornal.
Por exemplo, o padrão do jornal para escrever o nome da cidade mais famosa dos Estados Unidos é Nova York e não Nova Iorque. O manual tem uma lista de A a Z com indicações da forma correta de palavras nacionais e internacionais.
Depois do capítulo 5, o Manual de Redação e Estilo de O Estado de S.Paulo possui mais duas páginas dedicadas a mostrar como devem ser as medidas de área, peso, comprimento, velocidade, volume e capacidade. Enfim, a bibliografia vem logo adiante.
Política de uso de ferramentas de inteligência artificial
O Manual de Redação do Estadão não tem regras para uso de inteligência artificial, entretanto, a equipe do jornal publicou recentemente o artigo “Estadão define política de uso de ferramentas de inteligência artificial por seus jornalistas; veja“, no qual explica as linhas gerais.
De acordo com o artigo, os jornalistas do jornal O Estado de S.Paulo podem usar inteligências artificiais, no entanto, a revisão humana é obrigatória sempre e é proibido inserir dados confidenciais e furos jornalísticos do jornal nas ferramentas de IA.
Além disso, o documento informa que a IA é vetada para produção de imagens, e também não é recomendada para pesquisa. Porém, pode ser utilizada para sugestão de títulos. Transcrições requerem validação humana. O Estadão promete revisar sua política de IA anualmente.



