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Newsletter, para que não conhece, é um boletim com notas, notícias, resumos, insights, opiniões, listas de recursos e/ou com curadoria de conteúdos, entre outras informações, que o editor pode enviar para o e-mail de pessoas inscritas. Esse tipo de publicação é distribuída gratuitamente ou mediante pagamento. Uma newsletter jornalística premium pode contar com diferentes planos de pagamento de assinaturas, semelhante ao que acontece nas plataformas de streaming de vídeo.
Índice
Outros países já têm prêmios para a categoria de newsletter de jornalismo. O Digital Media Awards, por exemplo, tem uma condecoração especial para isso desde 2022, a qual já teve como campeões as newsletters First Thing por John Stupart, do Daily Maverick South Africa; Climate Coach do The Washington Post USA; e a Reclaim Your Brain, do The Guardian USA.
A The Online Journalism Awards (OJAs) é outra organização que premia as melhores newsletters jornalísticas globalmente, desde 2021. A página Excellence in Newsletters fornece as informações gerais para a candidatura, além de uma lista de ganhadores ano a ano que inclui as newsletters Building Your Block; Civil Eats: The Deep Dish; Arepita; e Bulletin: Les bonne infos (The good news).

Atualmente, na medida em que plataformas como a Ghost.org, Substack e Beehiiv, entre outras, evoluem, fica cada vez mais fácil criar e distribuir newsletters. Muitos veículos de comunicação brasileiros como o especializado em jornalismo turístico 360 Meridianos; o focado em crítica da comunicação Observatório da Imprensa; e o investigador das atividades das big techs Núcleo Jornalismo, por exemplo, já fazem isso. Um prêmio neste setor poderia incentivar ainda mais publicações do tipo.
Por que criar um prêmio para melhor newsletter de jornalismo no Brasil?
Vantagens para criar um prêmio para melhor newsletter de jornalismo no Brasil não faltam. É possível listar benefícios tanto para os organizadores quanto para os participantes. Por isso, tanto um como outro deveriam começar a fomentar isso.
Vantagens para o organizador
A empresa ou organização que criar esse prêmio terá o status de ser a pioneira. Isso certamente vai lhe conferir algum destaque na mídia, com sua marca sendo divulgada em blogs, websites, portais e canais de comunicação diversos durante o período de inscrições, seleção e divulgação dos resultados, bem como no dia da cerimônia de entrega.
Outro aspecto interessante para um empresário é que ao criar esse tipo de prêmio você estará associando a sua marca à inovação e a uma tendência editorial emergente. Isso poderá aumentar a notoriedade e autoridade da sua marca no mercado de mídias digitais.
O potencial disso é enorme. Pense, por exemplo, em quantas parcerias com plataformas e veículos de informação você poderá fazer ao criar o prêmio para melhor newsletter de jornalismo no Brasil. Será uma oportunidade para atrair patrocinadores estratégicos, para criar engajamento com comunidades jornalísticas independentes, e para um networking extraordinário com profissionais do ramo.
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Vantagens para os participantes
Os participantes também tem bons motivos. Eles poderão ter seus trabalhos divulgados em listas de semifinalistas e finalistas, ou até ser condecorados com a premiação, aumentando a adesão aos seus boletins.
Participar e/ou até ganhar o prêmio sem dúvidas vai gerar maior reconhecimento do público pelo seu trabalho jornalístico, aumento da visibilidade entre leitores e profissionais da área, valorização como autor da sua marca pessoal ou institucional, maior credibilidade junto aos patrocinadores e apoiadores.
Só por estar participando de uma premiação como esta, a sua newsletter pode ganhar divulgação orgânica gratuita em portais, blogs e redes sociais, e você poderá fazer networking com outros jornalistas, veículos e plataformas digitais, aumentar as chances de monetização e expansão do seu projeto.
Conclusão
O primeiro prêmio para melhor newsletter de jornalismo no Brasil é uma oportunidade tanto para quem quiser ser o organizador quanto para quem irá participar como produtor de conteúdo na categoria. Resta saber, agora, qual empresa ou instituição terá a coragem de tirar esse projeto da gaveta e colocá-lo em prática. Fica a dica.



