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Núcleo Jornalismo: um ecossistema de investigações e reportagens sobre o impacto das tecnologias

Pensa em um website “ajeitadinho”, como se diz na gíria, com um ajuste finíssimo de estrutura, design e conteúdo; com agilidade, versatilidade e responsividade. É o Núcleo Jornalismo, cujos jornalistas cobrem o que antes era um deserto de notícias no Brasil: o impacto das redes sociais, das inteligências artificiais e das big techs na vida dos cidadãos. Isso mesmo, nada de assassinatos, sequestros ou roubos a bancos. Ao invés disso, este site é uma confluência entre tecnologia e jornalismo.

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Nativo digital, o Núcleo Jornalismo foi fundado em 2020 pelos jornalistas Sérgio Spagnuolo e Alexandre Orrico. O projeto foi incubado pela agência Volt Data Lab, que fornece tecnologias de apoio ao jornalismo há mais de 10 anos.

Claro, Marinaldo! Aqui está um resumo com cerca de 30% da versão original do texto alt que você pediu:

Quatro profissionais diversos trabalham juntos em uma mesa com laptops e cadernos, diante de uma parede cinza com rede de ícones conectados que representam um ecossistema colaborativo. A cena reflete o espírito do Núcleo Jornalismo, sustentado por leitores, apoiadores e conselheiros.
Núcleo Jornalismo é um ecossistema de investigações e reportagens sobre os impactos das big techs e suas tecnologias. Imagem meramente ilustrativa: @copilot

Na contramão do habitual, o projeto não está estabelecido no WordPress, que é o Content Management System (CMS) preferencial dos empreendedores de sites de notícias, mas no Ghost.org, uma plataforma headless que parece entregar melhores resultados com menos integrações ou plugins.

Estrutura básica do Núcleo Jornalismo

O Núcleo Jornalismo possui atualmente uma equipe com 18 pessoas, a maioria jornalistas e profissionais do setor de comunicação social, mas também tem um engenheiro, programador, desenvolvedor front-end e cientista da computação, entre outros. Além disso, o veículo de informação conta com um conselho consultivo formado por voluntários, que têm mandatos de dois anos, e cuja função é orientar e aconselhar a equipe.

De acordo com relatório do ano anterior (2024) publicado no próprio site, que pode ser acessado a partir do menu Transparência, o Núcleo Jornalismo tem 38.000 inscritos, 16.000 leitores de 5 newsletters disponíveis e 460 assinantes que pagam pelo conteúdo e que, dessa maneira, ajudam a financiar as investigações e a produção de reportagens. Outras fontes de receita envolvem a venda de serviços e produtos de tecnologia, publicidade, e recursos financeiros de instituições privadas.

Além do menu Transparência já mencionado, o website conta com os menus Comunidade, Newsletters, Editoriais e Inovações. Observando a frequência de publicações é possível constatar que algo em torno de 13 a 15 matérias são publicadas por semana neste veículo de imprensa.

E para você que gosta de números, a equipe trabalhou mais de 5.200 horas em atividades como ideação, desenvolvimento e implementação de projetos, lançou 4 aplicações, e recebeu mais de 175 menções na imprensa.

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Como se pode observar, o Núcleo Jornalismo é um verdadeiro ecossistema da notícia que, ao que parece, está ficando cada vez maior. O mesmo relatório aponta que o website teve 210% de crescimento no total de assinantes entre 2023 e 2024. Ele também recebeu mais de 1,4 milhão de visitas no período.

Reportagens

O design é bom, os efeitos gráficos também, mas o melhor do Núcleo Jornalismo são as suas reportagens aprofundadas, fundamentadas com observação, pesquisa, entrevista e documentação, como manda o bom jornalismo. São matérias que, além de informar o leitor, costumam causar mudanças que melhoram a sociedade.

Um exemplo disso foi a reportagem “Esquema no Instagram espalha imagens de exploração sexual infantil feitas por IA“, que culminou com a remoção dos perfis criminosos que faziam parte de algumas redes sociais. Essa reportagem, que tem cerca de 2.000 palavras, foi produzida por Sofia Schurig e Leonardo Coelho, com pesquisa técnica de Tatiana Azevedo, arte de Rodolfo Almeida e edição de Sérgio Spagnuolo. A princípio, os jornalistas encontraram um perfil que hospedava material inadequado no Instagram e depois, como quem puxa um lenço e com ele vem outro junto, e mais outro depois, eles foram encontrando mais perfis em várias redes sociais. A equipe analisou as conversas, informou as plataformas, realizou entrevistas, editou o conteúdo e publicou.

Além disso, o Núcleo Jornalismo publica reportagens feitas com o apoio de jornalistas de outros veículos de comunicação nacionais e internacionais. “O manual das big tech para impedir leis de remuneração à imprensa” e “Como a ‘mão invisível’ das big techs pressiona governos na América Latina” são exemplos disso.

Outros recursos

O Núcleo Jornalismo investe em inovação editorial e tecnológica como o chatbot Nuclito que responde dúvidas dos leitores sobre as big techs com base nas reportagens do website. E tem também o Xarta, que cria cartões embedáveis com contexto atualizado sobre as reportagens.

O projeto integra, ainda, o podcast Núcleo Investiga, e algumas newsletters como a Garimpo, que é uma coleção de memes e tendências da internet; e a Mosaico, que traz indicações de leitura sobre tecnologia, internet e redes sociais.

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Enfim, são tantas ferramentas que provavelmente me esqueci de citar algumas. Seja como for, se você é um leitor, o Núcleo Jornalismo é um prato cheio. É um website moderno e com informação de alta qualidade. E se você é um estudante de jornalismo ou alguém que pretende empreender na comunicação, esse projeto é uma excelente forma de obter alguma inspiração.

Marinaldo Gomes Pedrosa

Marinaldo Gomes Pedrosa

Marinaldo Gomes Pedrosa é bacharel em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela UniSant'Anna. É registrado como Jornalista pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego sob o MTB número 0074698/SP desde 27 de setembro de 2013. Ele também é editor na Magpe Books.

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